Palácio

A região onde se situa o Museu Nacional, no bairro de São Cristóvão, era terra dos jesuítas até expulsão deles em 1759. Em 1803, o terreno foi comprado por Elias Antônio Lopes (cujo nome original seria Elie Antun Lubbus), comerciante luso-libanês, traficante de escravos, que construiu a primeira casa e a cedeu à família real portuguesa em 1808. A partir de 1810, a construção inicial foi acrescida de novas dependências e mais um andar para ter a imponência que se esperava da família real. Chácaras seu redor foram incorporadas ao terreno e o conjunto passou a chamar-se Paço de São Cristóvão. Lá viveram Dom João VI e todos os seus descendentes que governavam o Brasil (Dom Pedro I, Dom Pedro II e a princesa Isabel). O palácio é cercado pela Quinta da Boa Vista, jardim projetado pelo paisagista francês Auguste Glaziou em 1869. Em 1938, o imóvel foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

 


PAÇO DE SÃO CRISTÓVÃO (Paço de São Christovão)
Cerca 1830-1834 – desenho retocado à aquarela sobre papel, com assinatura de Dela Michellerie. Retrato do Paço Imperial com o Torreão Sul, projetado por Pierre Pèzerat, em estilo neoclássico.