Banner
Início
Contribuição à Botânica
Frases e Versos de Luiz Emygdio
Homenagens a Luiz Emygdio
Atuações Paisagísticas
Publicações
Amigo Ilustre
Biografia Cronológica
Bibliografia Consultada

HOMENAGENS A LUIZ EMYGDIO

Medalhas:
 
- Medalha de “Mérito D. João VI”, atribuída pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro, por ocasião do seu
sesquicentenário (1958).
- Medalha de Humboldt, concedida pelo Governo da República Federal da Alemanha (1969).
- Prêmio Augusto Ruschi - Menção Honrosa, Academia Brasileira de Ciências (1995).
- Honra ao Mérito - Placa Comemorativa, Sociedade Botânica do Brasil – RJ (1996).
- Placa comemorativa pelos 58 anos de profissão, Sociedade Botânica do Brasil (1996).
- Sócio honorário, Botânico número 1, Associação Brasileira de taxonomia Biológica (1998).
- Homenagem da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (1998).
- Medalha do Mérito Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos        Renováveis e da Amazônia Legal (1998).
- Diploma de Honra ao Mérito, Sociedade Botânica do Brasil – SBB (2000).
- Moção de Louvor e Reconhecimento, Câmara Municipal do Rio de Janeiro (2001).

 
         



A biblioteca do Parque das Dunas em Natal recebeu o seu nome. Biblioteca Luiz Emygdio De Mello Filho
       
   Dunas



Em 2003, um sombral reconstruído no Sítio de Roberto Burle Max, recebeu o nome do Professor Luiz Emygdio.   FOTOS DO SÍTIO BURLE MARX - SOBRAL LUÍZ EMYGDIO




 

Espécies que receberam seu nome:

- Oxandra aemygdiana Duarte (DNPM, Bol. 178:10-12, 1958, fóssil)

- Heliconiae aemygdiana Burle-Marx (Bradea 38(1): 379-381, 1974)

- Emygdioa Carauta – Nova Seção do Gênero Dorstenia L. (Moraceae) – Jorge Pedro Pereira Carauta (Bradea II, 21: 149-152, 1976)

- Clusia aemygdioi Gomes da Silva & B. Weinberg (Bradea IV, 24: 161-164, 1985).


                 Heliconiae aemygdiana
                              Heliconiae aemygdiana


Homenagens póstumas publicadas em revistas:

 


Carauta, J.P.P. 2002 Luiz Emygdio de Mello Filho. Albertoa, Série Urticinae (Urticales) 9: 64



 

Homenagem de um amigo:


LUIZ EMYGDIO: PORTE, MAGNITUDE E RARIDADE (de Leonel Kaz, foi Secretário de Cultura e Esportes do Estado do Rio, na gestão do Governador Marcello Alencar (1995-1998).
 

Atravessamos uma verdadeira barreira de imensos chifres-de-veado e depois, filodendros. Algumas espécies exóticas, doadas pelo amigo Burle Marx, iluminavam o caminho. Todo este mundo vegetal se abria à passagem de Luiz Emygdio. Abria-se e iluminava a atmosfera de Copacabana. Estávamos na cobertura de Luiz Emygdio, em pleno Bairro Peixoto. Havia teto e janelas e portas, é bem verdade, como em qualquer apartamento. No entanto, aquele era diferente. Do lado de fora, o terraço abrigava espécies vivas e floridas, multicoloridas. Do lado de dentro, abrigava Luiz Emygdio e Irene, espécie viva e florida de gente que (quase) não se fabrica mais...

 

Conhecemos – Salvador Monteiro e eu, sócios em Alumbramento – a notável figura ágil de Luiz Emygdio quando realizamos o livro sobre as pinturas de Eckhout, um dos holandeses que aqui aportaram no século XVII, acompanhando o Príncipe Maurício de Nassau. Luiz Emygdio fôra convocado por Clarival do Prado Valladares, autor do texto geral, para realizar os textos específicos sobre a botânica e a paisagem que adornavam as pinturas.


      Expedição LANGSDORFF

 

Lembro-me que Luiz Emygdio adorava quando eu lia, em tom solene e, digamos, erótico, o texto sobre a “Composição com cabaça” que ele escrevera, com tom tão generoso:

” A cabaceira (Lagenaria siceraria) possui a condições de ser a espécie que produz o mais volumoso fruto conhecido de planta herbácea. Porém, ao mesmo tempo é capaz de produzir frutos tão pequenos que a relação entre os tamanhos dos frutos pode variar, em volume, de um para mais de mil. (...) A composição singela figurada no quadro mostra uma cabaça fresca, cortada longitudinalmente exibindo a polpa seminal e o córtex espesso e duro.”

Os feitos e títulos não contam deste naturalista, pesquisador e professor emérito do Museu Nacional. Luiz Emygdio não cabia nele. Quando falava, dele brotavam não palavras, mas afetos. Ele era capaz de pousar uma folha à mão e, a partir dela, descrever a história da Terra e da presença, pequenina, do homem, nela. Quando começava a me ditar alguns dos textos de nossos livros, as palavras germinavam como lianas, cipós em torno de um tronco central de pensamento sólido, repleto de correlações como as epífitas que aderem aos troncos, como os galhos que saem em direções enlouquecidas e assimétricas em busca de mais luz, mais ar e, no entanto, totalmente guarnecidos pela estrutura central.

Três elementos tornam passíveis a preservação de uma espécie botânica: o porte, a magnitude e a raridade. Luiz Emygdio era um homem de baixa estatura, mas que porte possuía quando andava! Rápido, ligeiríssimo, à cata de espécies ou de idéias novas. Como ela tinha magnitude diante das fraquezas dos homens  e de nossas tantas medriocridades cotidianas às quais nos apegamos! De que raridade era feito o espírito deste homem! “Professor”, como todos os chamávamos, foi por mim convidado a entrar no Conselho de Cultura e aí permaneceu, chegando a presidir o órgão. Hoje, em cada fruto ou flor, vejo presente a capacidade de compreender os homens – a mesma que os vegetais são dotados – e vejo como Luiz Emygdio era um homem que, além de compreender o mundo vegetal, compreendia a existência humana e nossa fúria predatória. Compreendia os homens e nossa angústia existencial de não compreendermos o enigma das coisas. Luiz Emygdio compreendia e se indignava. Graças a ele e seu parecer no Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural obtivemos o tombamento da figueira da rua Faro, o primeiro monumento natural do Brasil tombado pelo Patrimônio Histórico.  Tombado não como um monumento ecológico, mas como alguém – um ser vivo – que ali estava há mais de 350 anos presenciando a história da cidade e que tinha o direito de ali continuar contemplando a paisagem humana. A paisagem  -- ou a mesma seiva! --  que habitava o mundo interior de Luiz Emygdio.







 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 






















































































































Patrocínio: