RECONSTITUIÇÃO DA FACE DE LUZIA
Museu Nacional

Reconstituição do Rosto de Luzia

As técnicas de reconstituir rostos vêm século XVIII e hoje usam recursos digitais. Tendo os ossos da cabeça preservados, como é o caso de Luzia, são marcados cerca de 20 pontos antropométricos onde as medidas da espessura das partes moles são conhecidas. Com base no sexo e na idade do morto, é possível saber detalhes como o tamanho da boca, a altura das orelhas e a distância entre os olhos. Com estas informações, o rosto é recriado.

O rosto de Luzia foi montado em 2000, pela equipe do Dr. Richard Neave, da Universidade de Manchester, na Inglaterra. O crânio foi tomografado e reconstituído no computador. Com essa imagem tridimensional, foi feita uma cópia em nylon, técnica conhecida como prototipagem rápida. Nesta peça, Neave esculpiu os músculos e os órgãos da cabeça, colocou os olhos e a pele. O rosto é muito parecido com o real, mas alguns detalhes precisam ser imaginados: a espessura e a forma dos lábios, a forma das orelhas, da ponta do nariz, os cabelos e a cor da pele, que não têm relação com os ossos. Os artistas usam os conhecimentos sobre o povo a que pertencia o indivíduo para recriar algo bem parecido.