AGLOMERADO SOLIDIFICADO DE SEDIMENTOS E RESTOS HUMANOS
Lapa do Caetano, Lagoa Santa, MG; 40 x 37 x 22 cm.
Museu Nacional

Novos Estudos

Em 1926, o Museu Nacional enviou o naturalista Padberg-Drenkpol à região de Lagoa Santa para esclarecer a antiguidade da presença humana no Brasil. Em uma única gruta, a Lapa Mortuária, ele recuperou fragmentos de mais de 80 esqueletos humanos, mas nenhuma prova do convívio entre o Homem e os mamíferos extintos. A partir de 1933, os pesquisadores Harold Walter, Arnaldo Cathoud e Aníbal Mattos, da Academia de Ciências de Minas, passaram a investigar a questão e descobriram na Lapa dos Confins, em Lagoa Santa, dados que apontavam para a associação entre humanos e a fauna extinta, aumentando a controvérsia. Mais duas missões do Museu Nacional foram à região nos anos seguintes: uma só com brasileiros, em 1937 e outra mista de brasileiros e norte-americanos, em 1956. Esta usou o método de datação Carbono 14, que certificou a antiguidade dos achados com precisão e comprovou que Lagoa Santa já era habitada por humanos há pelo menos 10 mil anos.