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Coleção

A Coleção de Paleobotânica, sob guarda do Setor de Paleobotânica e Paleopalinologia do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é uma das maiores coleções da América Latina, contando com exemplares de todos os períodos (tempo geológico) e de várias áreas do Brasil e do mundo. Esta é uma das maiores coleções brasileiras de vegetais fósseis do Paleozóico, com predominância de fósseis de idades neopaleozóica e eopaleozóica das bacias do Paraná e Parnaíba. Predominam os exemplares da Flora de Glossopteris (Glossopteridales), e outros em menor proporção: Lepidodendrales, Lycopodiales, Equisetales, Pteridophyta, Ginkgophyta, Cycadophyta, Coniferophyta e Anthophyta. Atualmente, são mais de 4.000 exemplares catalogados, dentre eles folhas, frutos, sementes, caules e troncos. Na referida coleção encontra-se ainda uma amostra do primeiro vegetal fóssil coletado no país, descrito cientificamente em Paris pelo renomado botânico Adolphe Brongniart, em 1872, como Psaronius brasiliensis (Fernandes et al., 2007). A coleção, inicialmente, estava organizada por número de amostragem, dividida entre amostras nacionais e internacionais, das quais 3481 peças eram brasileiras. O trabalho dereorganização, que está sendo feito desde dezembro de 2003, consiste em um agrupamento das amostras por local de coleta, classificando-as secundariamente de acordo com o número de registro. Além disso, prossegue-se com o trabalho de contínua atualização do registro, com o acréscimo de novas peças e a identificação das já existentes. Merece especial destaque as aquisições de amostras da Antártica, coletadas em 2006/2007 durante o projeto PALEOANTAR por pesquisadores deste Departamento.

Carvalho et al., 2009. Boletín de la Asociación Latinoamericana de Paleobotánica y Palinología, n. 13: 97-109.