Tópicos Avançados em Bioarqueologia II

Disciplina

Tópicos Avançados em Bioarqueologia I

 

Código

MNQ 830

Professor Responsável

Andrea Lessa

Ementa

Esta disciplina tem como objetivo instrumentalizar os alunos na reconstrução da vida do Homem no passado, por meio da análise de seus restos esqueléticos. Serão apresentados tópicos fundamentais para a formação tanto de bioarqueólogos quanto de arqueólogos envolvidos com a pesquisa de restos esqueléticos, considerando-se os seguintes temas: I. Fundamentos teóricos da Arqueologia Funerária. II. Metodologias aplicadas na localização e abordagem das estruturas funerárias em campo (escavação, registro, interpretação dos contextos funerários), III. Teoria e métodos em curadoria de material esquelético humano (programa de curadoria emergencial e programa de curadoria permanente); IV. Teoria e métodos em Paleoepidemiologia.

Programa

 

I e II - Fundamentos teóricos do contexto funerário: a interpretação da morte sob a perspectiva da Bioarqueologia; A leitura das estruturas funerárias: dados e inferências sobre questões de ordem cronológica, questões socioculturais e aspectos cosmológicos; Localização, delimitação e evidenciação das estruturas funerárias; Registro dos restos esqueléticos: tipo e orientação do sepultamento, NMI, tipo de deposição, posição do esqueleto; procedimentos relativos ao mobiliário funerário e patologias; procedimentos para coletas especiais;

III – Fundamentos teóricos da conservação de material esquelético humano; as etapas do processo de curadoria emergencial e permanente (da adequação do espaço de trabalho ao projeto da reserva técnica;

IV – História e fundamentação teórica da Paleoepidemiologia; os objetivos da disciplina e a abordagem biocultural; a representatividade das séries esqueléticas; conceitos da epidemiologia aplicados à Paleoepidemiologia; análise exploratória; significância estatística x significância biocultural.

Aula 1: Arqueologia Funerária (aula teórica expositiva).

Aula 2. Exercícios para elaboração de fichas de registro; Exercícios para registro e interpretação das estruturas funerárias.Aula 3. Exercícios para registro e interpretação das estruturas funerárias.Referências bibliográficas: Byers, S. 2005. Introduction to Forensic Anthropology. New York: Pearson.Ubelaker, D. 1978. Human Skeletal Remains: Excavation, Analysis, Interpretation. Washington: Taraxacum.Aula 4. Curadoria de coleções esqueléticas humanas.Referências bibliográficas:Buikstra, J.; Gordon, C. 2006 The study and restudy of human skeletal series: The importance of long-term curation. Annals of the New York Academy of Sciences 376: 449-465.Froner, Y-A. 2008. Reserva técnica. Cadernos Técnicos - Tópicos em Conservação Preventiva – 8. Belo Horizonte: Escola de Belas Artes/UFMG. 24pp. Froner, Y-A. 2008. Planejamento de mobiliário. Cadernos Técnicos - Tópicos em Conservação Preventiva – 9. Belo Horizonte: Escola de Belas Artes/UFMG. 26pp. Lessa, A. 2011. Conceitos e métodos em curadoria de coleções osteológicas humanas. Arquivos do Museu Nacional 68(1-2): 3-16. Nowrocki, S. 1998. Humans remains policy for the University of Indianapolis Archaeology and Forensic Laboratory. University of Indianapolis Archaeology and Forensic Laboratory (http://archlab.uindy.edu) Souza, L.A. 2008. Conservação preventiva: controle ambiental. Cadernos Técnicos - Tópicos em Conservação Preventiva – 5. Belo Horizonte: Escola de Belas Artes/UFMG. 23pp.

Aula 5. Teoria e métodos em Paleoepidemiologia.

Aula 6. Exercícios de análise exploratória com séries esqueléticas.Referências Bibliográficas:Mendonça de Souza, S.; Carvalho, D.M.; Lessa, A. 2003. Paleoepidemiology: Is there a case to answer? Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, 98: 21 - 27. {ARTIGO 5 – PARA DISCUSSÃO NA AULA 9} Pinhasi, R.; Bourbon, C. 2008. How representative are human skeletal assemblages for population analysis? In: Advances in Human Paleopathology (R. Pinhasi & S. Mays eds). Chichester: John Wiley & Sons; 31-44. {ARTIGO 6 – PARA DISCUSSÃO NA AULA 9}Pinhasi, R.; Turner, K. 2008. Epidemiological approaches in Paleopathology. In: Advances in Human Paleopathology (R. Pinhasi & S. Mays eds). Chichester: John Wiley & Sons; 45-56.Waldron, T. 1994. Counting the dead. The epidemiology of Skeletal Populations. Chichester: John Wiley & Sons.

Aula 7. Avaliação: apresentação de seminários.

Aula 8. Avaliação: apresentação de seminários.

 

Bibliografia  

 

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