Apresentação

Objetivo

É objetivo deste Programa de Pós-Graduação possibilitar a aquisição de conhecimentos aprofundados na área de Arqueologia, formando pesquisadores e docentes capacitados a atuar indistintamente

  • - na investigação do passado remoto e recente da humanidade, e, mais particularmente, das diferentes culturas que ocuparam o que hoje é o território da nação brasileira;
  • - na preservação da base de recursos arqueológicos da nação, no quadro dos impactos produzidos sobre esse patrimônio por empreendimentos desenvolvimentistas, tanto em áreas rurais quanto urbanas, à luz da legislação arqueológica e ambiental;
  • - na transmissão de conhecimentos em nível de graduação e pós-graduação.

Histórico

         A partir de meados do século XX, com a tomada de consciência nos meios acadêmicos da densidade e relevância do patrimônio arqueológico brasileiro, foram desencadeadas ações em múltiplas frentes com vistas à sua proteção e valorização, destacando-se entre elas a aprovação de várias leis estaduais e uma federal, o incremento à pesquisa através da atuação de missões estrangeiras  francesas e norte-americanas – em território brasileiro, e, em particular, à formação de recursos humanos no país, até então inexistente. 

 

Cursos esporádicos de extensão e aperfeiçoamento foram introduzidos no Brasil, ministrados por pesquisadores estrangeiros, e somente na década de 1970 é que teve início uma formação sistemática, tanto em nível de pós-graduação, quanto de graduação.

 

Exercendo uma posição de liderança na pesquisa arqueológica desde o século XIX e primeira metade do século XX, o Museu Nacional, como instituição de referência, deu sua contribuição nessa direção, implantando um curso de pós-graduação lato sensu em 1980, o Curso de Especialização em Arqueologia, como passo inicial para a abertura de um futuro mestrado na área. O Rio de Janeiro se apresentava então como uma das unidades da federação mais propícias para essa iniciativa, por nele funcionar, desde 1976, a única graduação existente no país, concentrando um expressivo número de graduados desejosos de prosseguir com sua formação acadêmica.

 

Bem sucedido, o Curso de Especialização em Arqueologia formou sete turmas e  47 alunos, preparando-os para o ingresso na pós-graduação stricto sensu, àquela época existente apenas como área de concentração na pós-graduação em Antropologia, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.

 

Entretanto, sucessivos falecimentos e aposentadorias de professores vinculados à disciplina, sem que as vagas abertas fossem preenchidas, acabaram por inviabilizar seu encaminhamento natural, a abertura de um mestrado em arqueologia, de tal forma que, cumprida a sua missão, o Curso de Especialização deu por finda sua tarefa em 1987. Àquela altura já estava consideravelmente modificado o cenário da pós-graduação no Brasil, com a expansão dos mestrados e doutorados, ampliando-se as possibilidades para o alunado ingressar diretamente em cursos stricto sensu, o que reduzia o interesse pela etapa da especialização.

 

          Por quase duas décadas, ficou em hibernação o projeto de um mestrado em arqueologia no Museu Nacional, finalmente implantado em agosto de 2006, aliando-se agora a outras instituições brasileiras no trabalho de formação de novos arqueólogos.

Público Alvo

Portadores de diploma de graduação em Arqueologia ou em áreas afins, para atuar em: ensino e pesquisa;  licenciamento ambiental; instituições e empresas públicas, privadas e do terceiro setor, como fundações e organizações não-governamentais; órgãos federais, estaduais e municipais de preservação patrimonial; entre outras possibilidades.

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