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Expo Luzia  |
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O Nascimento de Uma Estrela
Em 1999 "Luzia" ganhou um rosto. Desde então, imagens de seu rosto têm sido veiculadas repetidamente no Brasil e no exterior.A idéia de dar uma face para Luzia surgiu a partir de uma colaboração entre o Museu Nacional e a rede de televisão britânica BBC, que preparou o documentário "Ancient Voices: Tracking the First Americans", lançado em setembro de 1999. Para que se pudesse reconstituir a face, foi necessário modelar os tecidos musculares, a pele e os demais órgãos, partindo-se da estrutura óssea original, ou seja, do crânio. Uma réplica do crânio de Luzia foi produzida em março de 1999 no Rio de Janeiro a partir de imagens tomográficas, que por sua vez foram enviadas para a Inglaterra. Richard Neave, especialista em anatomia e antropologia forense da Universidade de Manchester, produziu modelos em resina, fiéis ao crânio e mandíbula originais.

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As réplicas serviram de base para a composição da estrutura da face, que foi modelada em argila, seguindo os parâmetros anatômicos disponíveis para a reconstituição tridimensional das estruturas como orelhas, nariz, etc., e da espessura da pele humana, a partir de estudos feitos em populações atuais.
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É importante que se diga que a face de Luzia representa uma visão artística, porém baseada em dados científicos, de como poderia ter sido a brasileira mais antiga até hoje conhecida. As pesquisas continuam e os métodos de reconstituição facial hoje disponíveis serão certamente aprimorados no futuro. Aspectos anatômicos de Luzia que não se preservaram, como lábios, orelhas, sobrancelhas, cabelos e cor de pele, por exemplo, tiveram que ser reconstituídos a partir da visão do artista/ escultor, com base no que é conhecido para grupos atuais cuja estrutura óssea é parecida. Como tais características são muito variáveis, e têm pouca ou nenhuma relação como os ossos, o aspecto final da face pode ter sido consideravelmente alterado. |
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