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acha que as diferenças entre homens e mulheres resultam predominantemente
de fatores:
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Abril-Agosto/2001
Comentários:
O resultado desta pesquisa de opinião mostra que o público brasileiro com acesso a internet acredita predominantemente no método científico de análise e, portanto defende a perspectiva científica correntemente aceita de que os seres humanos se originaram por seleção natural sem interferência divina.
Este resultado oferece uma interessante possibilidade de comparação com pesquisa similar feita nos EUA onde as respostas foram as seguintes:
45% acreditam que Deus criou os homens na sua presente forma.
37% acreditam que desenvolvimento do homem foi guiado por Deus.
12% acreditam que o homem evoluiu sem interferência divina, e
6% não sabiam.
É interessante observar como nos EUA a religião ainda tem uma grande influência no pensamento da população, mesmo em se tratando de assuntos de cunho científicos.
Hilton P. Silva
Professor Adjunto
Setor de Antropologia Biológica
Departamento de Antropologia
Museu Nacional/UFRJ
Novembro/2000-Abril/2001

Total: 102 votos
Comentários:
Não! Os seres humanos nunca conviveram com os dinossauros. Nem os nossos parentes mais próximos o fizeram, tão pouco. Os últimos dinossauros foram extintos a cerca de 60 milhões de anos enquanto os primeiros primatas apareceram a cerca de 50 milhões de anos. Os primeiros hominídeos (nosso grupo) só apareceram entre 5 e 7 milhões de anos, e o Homo sapiens moderno, ou seja, nós, só apareceu entre 120 e 150 mil anos atrás. Somos, portanto uma espécie muito jovem no planeta e quando aparecemos os dinossauros já estavam extintos há muitos milhões de anos.
Hilton P. Silva
Professor Adjunto
Setor de Antropologia Biológica
Departamento de Antropologia
Museu Nacional/UFRJ
Setembro-Outubro/2000

Total: 149 votos
Comentários:
O debate sobre se os seres humanos modernos (Homo sapiens sapiens) carregam consigo algum parentesco genético com os Neandertais (Homo sapiens nearderthalensis, ou Homo neanderthalensis) é um dos mais fascinantes da paleoantropologia. Este debate iniciou-se ainda no século passado, quando o primeiro espécime foi encontrado no Vale de Neander, na Alemanha, e continua até os nossos dias. Há ardentes defensores tanto de que os primeiros homens modernos e os e os Neandertais trocaram genes (se cruzaram), como de que os Neandertais são um ramo morto de nossa árvore evolutiva, e que foram simplesmente eliminados a partir do aparecimento do homem moderno na Europa e no Oriente Médio.
Os que defendem o cruzamento apontam para caracteristicas do crânio que sugerem que ainda há algo de Neandertal em muitos de nós. Os que defendem a completa extinsão dos Neandertais, sem deixar descendentes híbridos, apontam para as diferenças na morfologia pós-craniana (forma do corpo) entre outras. Entre 1998 e 2000, esta perspectiva ganhou um grande suporte a partir da análise do DNA extraído de ossos de dois espécimens de Neandertal. Os resultados indicam que os Neandertais analisados são muito distantes geneticamente dos homens modernos, e portanto, não poderiam fazer parte da nossa árvore genealógica imediata. No entanto, nem todos estão convencidos. Mais testes ainda serão necessários com outros Neandertais e com os Homo sapiens arcaicos (que foram contemporâneos dos Neandertais) para se saber se de, de fato, nós somos ou não descendentes dos Neandertais.
Para saber mais: Evolução Humana, Roger Lewin (1999), Editora Atheneu, São Paulo.
Hilton P. Silva
Professor Adjunto
Setor de Antropologia Biológica
Departamento de Antropologia
Museu Nacional/UFRJ
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