PALEONTOLOGIA
Acervo (clique na ilustração ou no texto para abrir coleção)
BRAQUIÓPODES FOSSILIZADOS Mucrospirifer pedroanus; Rathbun, 1874. 4 cm (largura do maior exemplar) Os braquiópodes são animais invertebrados que foram muito abundantes nos mares da era Paleozóica. Estes espécimes foram os primeiros fósseis do período Devoniano – aproximadamente 390 milhões de anos – coletados e estudados no Brasil. Seu jazigo foi achado em 1870 na região de Ererê, no Pará, por integrantes da primeira Expedição Morgan, chefiada por Charles Frederick Hartt. Mais tarde, foram incorporados às coleções da Comissão Geológica do Império do Brasil e hoje integram o acervo do Museu Nacional.
CONCHA FOSSILIZADA DE AMONITA Coilopoceras lucianoi; Oliveira, 1969. Ø 42 cm Os amonitas, parentes dos polvos e lulas atuais, foram moluscos muito abundantes nos mares da era Mesozóica, no final da qual se extinguiram. No Nordeste do Brasil, suas conchas, de grande beleza plástica, podem ser encontradas fossilizadas em rochas calcárias depositadas no período Cretáceo. Este exemplar é o símbolo da Sociedade Brasileira de Paleontologia e foi coletado no município de Aracati, no Ceará.
COLEÇÃO DE FÓSSEIS DA BACIA DE PARIS 3 cm em média Em janeiro de 1872, D. Pedro II foi presenteado com uma coleção de conchas fossilizadas de bivalves marinhos do Eoceno – 45 milhões de anos – da Bacia de Paris, entre as quais figuram exemplares de Cardita imbricata Lamarck. Atualmente, esta coleção é considerada rara por causa da destruição dos jazigos fossilíferos dos arredores da cidade de Paris.
TARTARUGA FOSSILIZADA Araripemys barretoi; Price, 1973 Este exemplar é proveniente dos nódulos calcários da Bacia do Araripe, Nordeste do Brasil, datados do Cretáceo Inferior – 110 milhões de anos. Os representantes dessa espécie constituem os registros mais antigos de tartarugas descritas no Brasil.
ESCORPIÃO FOSSILIZADO Protoischnurus axelrodoru; Carvalho & Lourenço, 2001. 6 cm de comprimento Escorpião fossilizado em calcário laminado, procedente da Chapada do Araripe, Ceará. Este exemplar é excepcional pela sua raridade e excelente estado de preservação. A Chapada do Araripe é um dos principais jazigos do mundo a encerrar fósseis de artrópodes terrestres. Além dos escorpiões, ali ocorrem restos fossilizados de aranhas e insetos que viveram durante o período Cretáceo, há cerca de 110 milhões de anos.
FÓSSIL DE LAGARTO AQUÁTICO Stereosternum sp. 60 cm de comprimento. Esqueleto articulado de exemplar pertencente à Família Mesosauridae que reúne formas extintas de animais lacertóides, esguios e que raramente ultrapassam um metro de comprimento. Os representantes dessa Família são os mais antigos aminiotas conhecidos com adaptações à vida na água. No Brasil os Mesosauridae foram registrados na Bacia do Paraná, em sedimentos datados do Permiano Superior – 299 a 251 milhões de anos –, sendo este exemplar proveniente de rochas do estado de São Paulo.
CRÂNIO DE QUELÔNIO FÓSSIL Bauruemys elegans; Suarez, 1969. 7 cm de comprimento. Material procedente da região de Pirapózinho, próximo à cidade de Presidente Prudente, São Paulo em sedimentos do Grupo Bauru – Cretáceo, com cerca de 90 milhões de anos. O afloramento onde o material foi encontrado recebe o nome popular de “Tartaruguito”, em função da grande quantidade de fósseis de quelônios aí acumulados. Esse exemplar é um topotipo, isto é, proveniente da mesma localidade do tipo.
DINOSSAURO (réplica) Maxakalisaurus topai; Kellner, Campos, Azevedo, Trotta, Henriques, Craik & Silva, 2006. 13m de comprimento. Esqueleto da constituição óssea de um titanossauro descoberto no município do Prata, Minas Gerais. As rochas dessa localidade pertencem à Formação Adamantina (Grupo Bauru) e datam do Cretáceo Superior - 99,6 a 65,5 milhões de anos. Este exemplar apresenta um comprimento estimado de 13 metros e é representativo do grupo dos saurópodes, dinossauros herbívoros de pescoço comprido e cabeça pequena. Foi o primeiro dinossauro de grande porte brasileiro montado para exposição no país.
FOLHAS DE ANGIOSPERMAS FOSSILIZADAS 10cm de comprimento (maior folha) Folhas fósseis de dicotiledônea, angiosperma, em excelente estado de preservação. As folhas são procedentes de sedimentos cenozóicos da cidade de Mocambo, na Bahia.
TRONCO FOSSILIZADO Psaronius brasiliensis Brongniart, 1872. Pedaço de tronco do período Permiano – cerca de 270 milhões de anos –, considerado o primeiro exemplar de fóssil vegetal descrito no Brasil. No século XIX, foi transportado do Museu Nacional para Paris pelo botânico Jean Antoine de Guillemin, onde foi estudado pelo renomado botânico francês Adolphe Brongniart. No mesmo trabalho em que este exemplar foi apresentado à comunidade científica internacional, foi descrito um exemplar semelhante a ele, coletado pelo naturalista alemão Carl Friedrich Phillip von Martius, entre 1817 e 1820, em uma localidade situada entre Oeiras e São Gonçalo Amarante, no Piauí.