Durante sua existência, o Paço de São Cristóvão, que abriga hoje o
Museu Nacional, sofreu diversas transformações, como a ampliação
do palácio feita por D. Pedro II a partir de 1850. Lá ele viveu
por longo período, tornando este edifício
testemunha de diversos momentos importantes na História do Brasil.
O objetivo das alterações
arquitetônicas era o palácio ser solidificado como
lugar que emana o poder imperial durante o Segundo Reinado,
visando reforçar a construção do
Estado Nação. Para isso, D. Pedro II contou com seus súditos, em
especial com segmentos da nobreza brasileira,
que
acompanharam e apoiaram
o monarca nos usos dos símbolos e rituais de fortalecimento do poder
monárquico. Para desempenhar essas ações, utilizou como palco
privilegiado a sua residência.
A moradia do
imperador era dividida em três pavimentos: o primeiro era destinado
a serviços gerais e primeiras recepções; o segundo era um pavimento
mais ornamentado que tinha como função receber os visitantes; e o terceiro
era constituído de dormitórios e demais áreas da família.
Hoje, o Museu
Nacional dispõe de uma área útil de 13.616,79 m² distribuída pelos
seus três pavimentos, contendo um total de 122 salas, assim
distribuídas: 63 salas do primeiro pavimento, 36 no segundo e 23 no
terceiro. Após as reformas de adaptação do palácio ocorridas em
1910, muitas salas foram modificadas. Esse processo de transformação
ocorre até os dias de hoje.
Infelizmente não se tem atualmente uma
perspectiva detalhada do uso de todos os ambientes deste edifício à
época do Império. As informações constantes nesta apresentação
tiveram por base o trabalho da historiadora Regina Dantas*, referido
abaixo, a que se pode reportar para maior aprofundamento sobre a
casa no período de Dom Pedro II. |